Windows 2008 Server e Windows 7 Dual Boot    

Author: Gambiarra's Man

Minha irmã foi passar um tempo fora. Deve voltar somente em novembro e deixou um computador abandonado no quarto com os arquivos dela lá dentro. Falei sobre usar o computador dela como servidor para minha rede interna dentro de casa e ela falou que não seria problema algum, mas que eu não apagasse nada do HD e que uma amiga ainda iria aparecer em casa para pegar uns arquivos que estavam nesse computador.
Agora vamos entender o problema: Eu não poderia apagar nada do HD porque nem quais arquivos a amiga viria buscar eu sabia.
Esse era um problema interessante para resolver: Tinha um computador com Windows 7 instalado e eu precisava fazer um Dual Boot com Windows 2008 Server. Acontece que eu não poderia apagar nada no HD SATA instalado na máquina. Eu tinha outro HD SATA esquecido num canto da sala e  resolvi tentar.
Coloquei o HD ‘novo’ na máquina e configurei ele como HD primário. Configurei o leitor de CD como boot inicial e o HD ‘novo’ como segunda opção. Assim, o HD original da máquina ficava protegido de qualquer interferência.
Liguei a máquina e instalei o Windows 2008 Server no HD ‘novo’. Até aí, tudo bem. O problema começou quando eu quis acessar o Windows 7. Pesquisei no Google por Dual Boot com Windows 2008 Server e parece que o bicho só aceita isso se você usar Disco Virtual (VHD) e assim não me interessava. Principalmente porque a intensão era usar o Windows 2008 Server como sistema principal e deixar o Windows 7 esquecido até que a dona do computador voltasse a aparecer para fazer uso de suas coisas.
Entrei no setup do computador novamente e troquei a sequência de boot. Agora o computador iria iniciar pelo CD e posteriormente pelo HD original que tinha o Windows 7. Pronto, recuperei o Windows 7 mas agora eu não tinha como chegar no Server.
Bom, nesse ponto eu fui no msconfig para ver como configurar a inicilização do sistema, mas lá também não tem mais como configurar o arquivo de boot.ini.
Precisei usar o Easy BCD para reconfigurar esse arquivo. Aí foi fácil. Eu configurei dois boots: O primeiro chamado ‘Computador Antigo” que abre o Windows 7 e um Segundo chamado ‘Servidor’. Coloquei um tempo de 15 segundos para o usuário escolher qual sistema abrir e marquei que a opção ‘Default’ era o ‘Servidor’.
O processo não termina aí. Eu precisava que os dois HD’s não tivessem acesso um ao outro. Afinal de contas, são dois computadores funcionando em um só, portanto, precisava preservar totalmente o computador original.
Parti para a ação final: Desligar o HD do outro sistema operacional quando esse estivesse em funcionamento.
Entrei no Windows 7 e fui no gerenciamento de Discos.
Selecionei o HD do Server e desabilitei ele. Assim, o Windows 7 não vê o Windows Server. Aí surgiu o medo que eu tivesse destruído tudo que fiz até aqui, mas o HD foi desabilitado somente no sistema operacional e não na placa mãe.
Fiz o inverso no Windows Server, ou seja, desabilitei o HD do Windows 7.
Agora a coisa funciona assim:
Quando ligo o computador, ele abre pelo HD do Windows 7 e vai tentar o DualBoot oferecendo as duas opções de boot. Se o usuário não fizer nenhuma escolha, ele abre o Windows Server e esse não consegue ver o HD do Windows 7.
Quando o usuário escolhe usar o Windows 7, ele também não tem visão dos Dados do Windows Server.

Caminhada Em Lagoa Nova    

Author: Gambiarra's Man

Hoje pela manhã eu precisei ir ao midway para pagar uma conta do plano de saúde que estava atrasado. Saí caminhando de casa até lá e observando quanto lixo estava pelas calçadas. Voltei fotografando…

Olha só como nossa cidade está bem cuidada:(click na foto para ampliar)

Comecei a fotografar ainda próximo ao Lagoa Center

Observe a seta. Tem um bueiro aberto alí.

Pneu da loja em frente ao bueiro

Lixo onde era o Fast Shop

Prefeitura Fechando Retorno

Canteiro central - Lateral do Bompreço

Tem lixo onde a seta aponta

Cada poste tem sua serventia

O sujeito fuma seu crack tranquilamente

Em frente ao chaveiro

Mais lixo na calçada

Canteiro Central - Aqui está organizado

A planta também serve de apoio

Do lado da Borracharia

Canteiro Da Igreja Protestante

Canteiro Da Igreja Protestante II

Retorno antes da Jaguarari

Retorno antes da Jaguarari II

Saída dos Fundos da UnP

Do lado da barraca de Bebidas

Tem um funcionário da Urbana aqui

Mais Lixo do lado se Áureas Armarinho

Rua por trás da UnP

Rua por trás da UnP

Rua por trás da UnP

Rua por trás da UnP

Rua por trás da UnP

E a Saga Com o Mercado Livre Segue…    

Author: Gambiarra's Man

Acabei de receber esse email do Mercado Livre:

Olá Sandro, como vai?

Agradeço seu contato com o MercadoLivre, é um prazer lhe atender.

Gostaria que soubesse que seu cadastro é muito importante para o MercadoLivre e estando ativo, poderá a qualquer momento usufruir de todas as vantagens da comunidade, sem pagar nada para mantê-lo ativo.

Aproveito a oportunidade para lhe apresentar alguns motivos para manter seu cadastro ativo em nossa comunidade:

O MercadoLivre é uma plataforma de compras e vendas pela internet que atua em 12 países da América Latina, e onde a negociação é rápida, segura e eficiente.

Nosso site oferece aos seus clientes facilidade de opções de venda utilizando o cadastro sem pagar nada para mantê-lo.

Poderá anunciar produtos novos ou usados gratuitamente através de um anúncio “Bronze”, ou optar pelo eShop que é loja virtual dentro do site.

Caso tenha alguma dúvida sobre o processo de venda, poderá acessar nosso Portal de Contato através do caminho abaixo:

Contato > Vender > Como vender

Como comprador, é possível encontrar uma variedade imensa de produtos de diversas categorias.

Os produtos oferecidos no site têm o preço bem mais acessível do que nas lojas físicas.

Os compradores podem parcelar o valor de suas negociações utilizando o MercadoPago e negociar com mais segurança.

Disponibilizamos em nosso site Guias que poderão te auxiliar em suas negociações.

Para verificá-los, por favor, acesse a página principal do MercadoLivre > Contato > Comprar > Como comprar

Avalie as vantagens de manter o seu cadastro GAMBIARRASMAN, ativo na comunidade e caso realmente queira cancelar, retorne o contato para que eu possa prosseguir com a sua solicitação.

Em caso de dúvidas estou a inteira disposição.

Tenha um excelente dia!

Atenciosamente.

Cristiane Lessa
Representante de Comunicação
Departamento de Atenção ao Cliente
MercadoLivre.com

Ao que respondi:

Cara Cristiane Lessa,

Sinto lhe desapontar após tanto texto pré-moldado para encaixar na persuasão de me manter cadastrado nesse site.
1 – Fiz meu cadastro tão somente para vender um bem que me pertence para algum colecionador. Uma revista editada em 1982.
2 – A desculpa que estou infringindo a lei de direitos de propriedade intelectual é risível.
3 – A decisão judicial que diz que o Mercado Livre não tem permissão de ofertar a revista Playboy da Xuxa só demonstra o quanto seus advogados são eficientes na argumentação.
4 – A revista é minha e não tem Xuxa nem ninguém que vá me proibir de comercializar esse ítem de colecionador.
5 – Não estou copiando e revendendo cópias não autorizadas.
6 – o Copyright registrado na própria edição da revista me deixa fazer o que estou fazendo e portanto não existe ilegalidade na oferta nem descumprimento de qualquer norma ou lei;
7 – A propriedade intelectual é preservada na sua totalidade quando eu não nego a autoria da edição nem deixo de lhe prestar contas dos custos cobrados no momento da aquisição do produto;
8 – O Produto foi adquirido em banca de revista à época de sua publicação e desde então está guardado em minha posse, portanto paguei o valor cobrado pelo produto à época e se o mesmo se valorizou com o tempo, é questão de mercado inerente a raridade e ao estardalhaço causado pela retratada na revista que recebeu integralmente seus dividendos ao vender a imagem à revista e autorizar a publicação da mesma.
9 – A desautorização posterior somente proíbe futuras publicações dos mesmos registros e não a revenda dos ítens já comercializados;

Imaginemos um inventor que cria um processo de resfriamento específico e comercializa seu invento com um fabricante de geladeiras.
Depois de 2 meses de produção de geladeiras, e as mesmas tendo sido vendidas aos consumidores, o acordo entre inventor e fábrica é desfeito e a fábrica deixa de produzir o produto. Mesmo nessa situação, as geladeiras que foram vendidas não retornam à fábrica para destruição sem a anuência do atual proprietário que tem plenos poderes de revender o seu bem à revelia do inventor; A única coisa que o atual proprietário da geladeira não pode fazer é reproduzir o invento e criar novas geladeiras a partir do seu original e vender como novo invento assim infringido o direito de propriedade intelectual.
Portanto, por total incompetência de seus advogados, eu solicito encarecidamente que meu cadastro seja retirado desse site idiota!

Atenciosamente,
Sandro Múcio
(84) 2010-9795 / 8875-3353
clientes@sandromucio.com
www.sandromucio.com

Mercado livre não tem coragem de ouvir ninguém    

Author: Gambiarra's Man

Lembro que tinha todas as Playboy do número 1 ao 300 e vendi por R$0,50 a unidade em um sebo desses da vida. Eu não tinha acertado com o cara do sebo vender a coleção do 1 ao 300, mas vender um monte de Playboy que eu tinha. Ele contou as revistas e deu mais que 300 unidades e eu recebi a grana e fui embora e só depois me dei conta que eu tinha algumas revistas repetidas. Na época eu tinha assinatura da revista mas o cara dos correios demorava para entregar a eu ficava vendo todo mundo comentando as fotos e as entrevistas da revista e eu sem poder comentar porque ainda não havia recebido.Para evitar ficar sem participar eu comprava uma outra revista na banca e findava ficando com 2 cópias de algumas edições.
Como eu tinha um cantinho para as revistas especiais, tipo a da Xuxa, a da Vera Fischer, Cláudia Ohana e assim por diante, eu fui ver e essas tinham ficado em casa e eu tinha levado as outras com duplicidades ao sebo.
Bom, pensei, essas que sobraram eu vejo depois que juntar mais revistas e faço outra venda.
Essa semana eu vi um reportagem sobre um maluquinho de fortaleza que tem a coleção completa da Playboy em algum site desses de notícias tipo G1 ou terra, não lembro agora. E esse cara quer vender mas quer ficar rico com isso. Para se ter idéia, a da Xuxa ele oferece por míseros R$ 60mil, isso mesmo, Sessenta Mil reais. Eu olhei diversas vezes porque achei que seriam Seis mil, mas tinha um zero a mais nesse número.
Bom, comecei então minha saga de tentar vender minha playboy da Xuxa. Avisei no twitter que tinha uma cópia da revista. Um amigo me indicou que colocasse à leilão no Mercado Livre.
Eu já tinha entrado no Mercado Livre algumas vezes mas nunca confiei em nenhum vendedor do site porque são pessoas anônimas e às vezes que quis comprar achei o negócio inseguro. Não confiava no vendedor mesmo com qualificação alta porque sei que isso pode ser mascarado com vendas para si mesmo entre 2 cadastros. Mas fui, me cadastrei e sabia que minha qualificação seria zero inicialmente.
Cadastrei e coloquei a revista com uma foto da capa e anunciei.

 
Playboy da Xuxa

Recebi um aviso que meu anúncio estava em revisão.
Recebi um email avisando que meu produto estava cancelado por violar os direitos de propriedade intelectual do site.
Procurei um local no site onde a gente pudesse escrever, assim como estou fazendo aqui, e explicar essa mesma história. Mas o site não tem esse local. Ou se tem é tão escondido que eu não achei. O formulário de contato existente no site tem as perguntas e as opções de resposta já pronta. Mas nenhuma das perguntas e nenhuma das respostas encaixa no que eu queria argumentar.
Eu não entendo de direito intelectual, mas sei que a revista foi vendida em banca no ano de 1982 e que sendo eu o comprador da revista, eu teria o direito de propriedade da mesma e poderia vender esse direito de propriedade para qualquer interessado. Assim como quando eu tenho uma revista de notícias qualquer eu posso vender. O que eu não posso fazer legalmente é copiar a revista e vender cópias da mesma. Eu não tenho direitos editoriais da mesma para poder fazer isso legalmente.
Olhei o site e nele tem todo tipo de revista usada para venda. Então vender revista usada pode. Olhei se tinha revista de mulher pelada no site, e tem diversas playboys das paquitas e de outras mulheres que posaram para a playboy. Achei somente uma da Xuxa que o cara oferece por R$ 800,00. Entrei em contato com esse vendedor e perguntei se ele tinha visto que o cara de Fortaleza estava oferecendo a dele por R$ 60mil. O cara respondeu brincando que ele queria vender a própria Xuxa mas ela não valia isso tudo.
Todo mundo sabe da história que Xuxa namorava com Pelé e ele quase impediu a tiragem da revista na época. Depois, ele foi à Abril e comprou todas as fotos e os direitos sobre a revista. Sem contar que comprou todo o estoque de revistas ainda em posse da editora. Mas as revistas que as pessoas têm em casa ele não comprou nem teria como.
Então, eu tenho o direito de propriedade desse exemplar. Tenho o direito de posse e posso vender esse direito a quaquer pessoa interessada e que pague o valor que eu estou pedindo.
Como inexperiente no mercado livre, eu refiz o anúncio achando que o problema estava que eu não teria colocado o anúncio na seção de adultos.
Aí recebi esse email muito ‘bunitinho’ do Mercado Livre:

Quer saber de uma coisa? Eu tenho a revista e quero vender, quem quiser comprar entre em contato comigo, ok?
O Mercado Livre? Foda-se o Mercado Livre.

Respondendo a Kanitz    

Author: Gambiarra's Man

Recebi esse texto por email:

Você já teve a impressão de que seu chefe, seu supervisor ou seus colegas de trabalho estão ficando menos inteligentes a cada ano que passa? E que essa onda está afetando inclusive você? Que o mundo está cada vez mais difícil de entender? Se você está se sentindo cada vez menos inteligente, fique tranqüilo, estamos todos emburrecendo a passos largos, inclusive eu. O conhecimento humano está aumentando explosivamente. Antigamente, dizia-se que o conhecimento humano dobrava a cada dezoito meses. Hoje, parece que ele dobra a cada nove. Embora coletivamente o mundo esteja ficando mais inteligente, individualmente estamos ficando cada vez mais burros.
Antigamente, você precisava entender de mecânica para dirigir um carro. Hoje, os computadores são feitos à prova de idiota, graças a Deus! É justamente por isso que sobrevivemos. Equipamentos incorporam conhecimento, e muitas vezes tomam decisões por nós. Por essa Darwin não esperava, pela sobrevivência dos menos inteligentes.
Se você ler três livros por mês, dos 20 aos 50 anos, serão 1.000 livros lidos numa vida, que nem chegam perto dos 40.000 publicados todo ano só no Brasil. Comparado com os 40 milhões de livros catalogados pelo mundo afora, mais 4 bilhões de home pages na internet, teses de doutorado, artigos e documentos espalhados por aí, provavelmente seu conhecimento não passa de 0,0000000000025% do total existente.
Há intelectual que acha que tem o direito de mudar o mundo só porque já leu 5.000 livros. É muita arrogância. A idéia de intelectuais superesclarecidos governando nações hoje não faz o menor sentido, é até perigosa.
Como sobreviver num mundo onde cada um de nós só poderá almejar saber 0,0000000000025% do conhecimento humano ou até menos? O segredo é cada um se esforçar para saber 100% de um pequeno nicho, uma parcela mui, mui pequena do conhecimento humano.
Não basta mais tirar a nota mínima 5 em 58 matérias e achar que um diploma vai resolver sua vida. Não basta mais saber 90% de uma única matéria acadêmica. Você precisará saber 100% de algo que seja útil para os outros. Você vai ter de ser o maior especialista do mundo num assunto e vender o que sabe fazer bem aos demais miniespecialistas do planeta, e vice-versa.
Quantos alunos se formam especialistas em coisa alguma? Infelizmente, as universidades hoje em dia produzem commodities. Preferem formar generalistas, porque é bem mais barato do que formar especialistas.
Só que generalista que não tenha uma especialidade não arruma o primeiro emprego. Faculdades oferecem basicamente o mesmo curso todo ano, obedecendo a um mesmo currículo, chamado de mínimo. Não é à toa que há tanto desemprego.
Antigamente, superespecialistas poderiam morrer de fome por falta de mercado. Hoje, a globalização permite mercados cada vez maiores. Por isso a enorme preocupação dos especialistas em ampliar mercados como a Alca, Brindia e Mercosul. Um técnico de manutenção de rodas de avião morreria de fome no Uruguai.
O segredo daqui para a frente é ignorar uma série de leituras, publicações e jornais que você lia anteriormente, com exceção de VEJA, para não parecer um ET. Curiosamente, você vai ter de se tornar um ignorante, alguém que deliberadamente ignora milhares de informações para se concentrar na sua especialidade. O segredo não é mais ser um intelectual que sabe um pouquinho de tudo, mas ser um ignorante que sabe tudo sobre um pouquinho.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Revista Veja, Editora Abril, edição 1814, ano 36, nº 31 de 6 de agosto de 2003

A Veja já foi uma grande revista, pelo menos para mim. Quando meu senso crítico não era tão apurado, eu gostava de ler as reportagens sobre ciência, tecnologia, cultura, cinema e televisão dessa revista. Claro que eu nunca me interessei muito pela parte política, mas quando havia um escândalo eu até lia para ver a opinião da revista. Sim, opinião, porque a revista não lista fatos, mas visões muito particulares dos fatos.

Quando a visão da revista começou a empunhar a bandeira de um partido – isso ficou bem visível quando FHC estava na presidência, eu deixei de ler porque achava um acinte ter que pagar para ler propaganda política.

De lá para cá a revista tem emburrecido cada vez mais. Exige de seus jornalistas a empunhadura de uma bandeira partidária e esse texto do Stephen Kanitz se entrega na hora que ele faz a defesa da não leitura de revistas, exceto a Veja. Porra, o cara tá com medo de perder o emprego faça uma cartinha lambe-ovo para o chefe dele, mas não me obrigue a ficar lendo sua defesa mal-versada de tal ponto de vista.

Primeiro, desconhecer cada vez mais as coisas do mundo é a posição mais natural de mundo em evolução. Pense bem, o homem na idade da pedra precisava de muito pouco porque muito pouco lhe era oferecido e muito pouco lhe era exigido. Natural que hoje, boa parte das coisas tomem certas decisões por nós.

Os freios ABS evitam o travamento das rodas mesmo que a gente pise firmemente no freio.  Ou seja, o meu desconhecimento da força (ou não-força) necessária para parar o carro sem travar as rodas me foi suprido pela habilidade que o próprio veículo tem de como reduzir mais rapidamente a velocidade do carro. Isso não me faz mais burro. Só evita que eu precise treinamento específico unica e exclusivamente para freiar um carro.

Bom, até hoje, mas isso deve mudar em pouco tempo, eu ainda tenho que ter a inteligência de decidir para onde o carro vai. Como ele vai é mais um problema dele que meu. Hoje eu ainda tenho de dirigir, mas dentro de pouco tempo eu vou usar o carro como se ele tivesse um chofer e dizer simplesmente qual o destino e ele irá sozinho sem minha interferência.

Isso não me faz mais burro. Faz  com que eu use minha inteligência para decisões mais elaboradas que o computador não tem capacidade de tomar sozinho.

Até hoje, a inteligência não está ligada diretamente ao conhecimento, mas ao uso que se faz desse conhecimento. ou seja, o que for passível de automatização e delegação de poderes a gente pode automatizar e delegar às máquinas, mas a responsabilidade de decisão ainda é nossa.

Estranho muito que Stephen Kanitz, sendo administrador de empresas, esqueça a máxima que diz que você pode delegar poder, mas não delega responsabilidade. Ou seja, eu mando a máquina fazer, mas a responsabilidade do que é feito continua sendo minha.

Então, fechando o pensamento que me trouxe a escrever tudo isso, eu diria não não estamos emburrecendo, mas estamos cada vez mais nos distanciando do total de conhecimentos do mundo. A grande dificuldade hoje não é ter o conhecimento, mas usar esse conhecimento para tomar as decisões corretas. Afinal, hoje, o leque de variáveis é bem maior e exige uma generalização de conhecimentos bem maior. Nada de especialismos. Pense bem: O piloto da Nasa que for demitido vai procurar emprego de piloto de nave especial onde? O cara que era técnico de conserto de máquinas de escrever faz o que hoje?

O especialista a cada dia está mais distante da realidade do mercado. O mercado quer o ninja que resolve tudo, mesmo não sendo especialista na área.

O Desenvolvimento do Banco do Brasil    

Author: Gambiarra's Man

Era o fim de tarde da sexta-feira(24/06/2011) e acabou a tinta da impressora. Sem problemas, faço uma caminhada e compro outro cartucho na Miranda do MidWay. Já anoitecendo e eu caminhando para o shopping para fazer compras.

Na hora de passar o cartão de débito do Banco do Brasil a menina do caixa disse que deu problema e a compra não foi autorizada. Pedi para repetir a passagem do cartão. Novamente não autorizado.

- Tá bom. Faz o seguinte: segura minha compra que eu vou no caixa eletrônico do banco e saco o dinheiro e volto aqui para pagar. – Morrendo de vergonha porque sabia que a menina do caixa pensou que eu estava sem grana para pagar a compra.

Fui ao caixa e voltei com a grana em mãos para pagar o cartucho de tinta.

Fim de semana inteiro imprimindo trabalhos de colégio das filhas.

Na terça-feira(28/06/2011) eu retiro um extrato e vejo que aquelas duas recusas do cartão foram pagas. Isso mesmo, o banco recusou a operação mas sacou a grana da minha conta.

Liguei na mesma hora para a Miranda do Midway e reclamei a devolução do meu crédito.  O gerente me explica que o erro na operação não gerou créditos para a loja e que meu problema só poderia ser resolvido no próprio Banco do Brasil. Normalmente ele devolveria a grana em 72 horas quando percebesse que a grana não teria chegado ao destino.

Como era terça-feira, esperei até a quinta-feira para ligar para o banco e aí começa minha mais completa revolta porque até para descobrir que número ligar a gente perde um tempo enorme. Todas as páginas do site têm um número de telefone… diferente. Você liga e passa meia-hora ouvindo merda do computador e no final descobre que para minha maior segurança tem que ter um código de 4 dígitos para falar com a atendente de verdade.

Sexta-feira e eu na peregrinação de ligar para um lado, ligar para outro e assim passei a manhã inteira sem conseguir falar com ninguém do banco.

À tarde eu consigo o telefone da agência, informo o número da minha conta e descubro que não posso falar com o gerente da minha conta por telefone(pode um negócio desses?) Teria que ir ao banco porque o gerente não pode atender o cliente por telefone.

Fui ao banco. Perdi 2 horas esperando para ser atendido por um sujeito na tal mesa 5 – Ficha R033 – Jamilson Menezes Frazão. Mat. 4.619.098-8.

Esse sujeito me informa que o meu problema só pode ser resolvido pelas mesas de 1 a 4 e/ou que eu deveria ligar para um tal 0800-99-0001 que somente por telefone ou noutra mesa eu poderia resolver meu problema.

Comecei a gritar dentro do banco e o rapaz da mesa 4 resolveu me atender. Sóstenis. Infelizmente ele me informa que a solução é ligar para um número que ele mesmo tentou mas ‘o sistema estava em atualização das contas de débito’ e não poderia resolver naquele momento. Que eu deveria ligar depois para esse número de quaquer telefone. Ele mesmo só poderia resolver o problema desse jeito. Ou seja, eu tentei por telefone, mas não tenho o tal código de 4 dígitos secretos até para mim. No banco ninguém tem competência para verificar que um débito indevido consta na sua conta e precisa ligar por telefone.

Bom, voltei para casa e liguei novamente para o tal telefone. Dessa vez ele não pediu o tal código secreto e eu consegui falar com a atendente.

Agora é que a coisa fica legal. Falei do ocorrido, que tinha um extrato da minha conta com o débito indevido e um extrato da loja mostrando que a operação de crédito não havia sido autorizada e sabe o que a tendente exigiu? Que eu provasse que eu paguei a conta com dinheiro vivo. Que eu tinha que provar que fiz o pagamento de outra forma.

Desliguei o telefone e liguei novamente no sábado pela manhã (02/07/2011 às 10:25h) e a nova atendente (Cláudia) me disse que o sistema continuava em atualização de débitos e que eu deveria ligar depois.

Na verdade eu fui roubado pelo Banco do Brasil. Passei constrangimento durante uma compra em uma loja dentro de um shopping. Estou perdendo vários dias para tentar receber de volta o valor de dois cartuchos de tinta e a peregrinação parece não ter fim.

Aí eu lembro do texto de Cláudio Moura Castro que eu reproduzi no post anterior: Que desenvolvimento se pode esperar de um país que não tem credibilidade nem para fazer um simples lançamento de débito em uma conta-corrente?

 

P.S.: Depois do fim de semana, eu dei outra olhada na minha conta-corrente e o dinheiro apareceu milagrosamente sem que ninguém tenha anotado número da conta, agência ou qualquer informação que pudesse identificar a tranzação a que me referia. Isso só me leva a crer que as tais 72 horas automáticas funcionaram com um certo retardo, mas que foram elas, e não minha tentativa de contato com o Banco do Brasil que resolveu o problema.

O desenvolvimento está nos detalhes    

Author: Gambiarra's Man

Reproduzo abaixo, texto de Claudio de Moura Castro, publicado na Revista Veja em 20/05/1998. Ainda tenho cópia da página da revista em algum lugar aqui em casa.

por Claudio de Moura Castro

Dizia Schumpeter no princípio deste século que desenvolvimento econômico não é a nobreza ter meias de seda, mas os pobres também as terem. Mas na revolução industrial que ele viu bastavam líderes iluminados, pois o desenvolvimento era fruto de grandes iniciativas, gerando vendavais de mudança. Para o povaréu, bastavam algumas destrezas manuais.

Mudaram a economia e os processos produtivos. Hoje, o desenvolvimento econômico depende cada vez mais do que fazem os pequenos e os humildes. Do meu caderno de viagem reproduzo algumas notas:

A água não flui no ralo do banheiro do hotel. Com a mesma tecnologia, os canos da Suíça sempre funcionam. Por que o pedreiro não limpou o cimento que caiu sobre o azulejo, na época da construção do banheiro?

Por que, ao pintar a parede, o pintor não pôs um jornal no chão, para impedir que este fosse também pintado?

Na reunião marcada para as 10, metade chega na hora, mas é preciso esperar o último retardatário, que chega às 10h30. Quanto vale o tempo dos que chegaram mais cedo?

Pela porta entreaberta da cozinha do restaurante vejo uma jovem abrir uma lata com a ponta de uma faca usando o cabo da outra como martelo. Quanto custa um abridor?

O ângulo reto na Alemanha, onde foi feito o esquadro, tem exatamente 90 graus. Por que o ângulo da esquadria feita não tem também 90 graus? Tampouco deveria haver fresta no canto da porta.

Desmarquei meu compromisso para esperar o consertador da máquina de lavar, e ele não veio. Na França, deixava a porta aberta para que entrasse, fizesse o conserto e mandasse depois a conta pelo correio.

Se ninguém está olhando, o peão pára de trabalhar. Portanto, haverá um capataz tomando conta e subtraindo do que poderia ser o seu salário.

Perguntei ao guarda, na praça principal, onde estavam as famosas ruínas maias. Não sabia. Perguntei à funcionária do labiríntico aeroporto de Frankfurt quanto tempo para o portão F26: três minutos e meio.

Acabou a cerveja, lá se vai a lata pela janela. Mas o excursionista suíço guarda a lata vazia na mochila para jogar no primeiro cesto de lixo disponível. Quem tem mais recursos para pagar o catador de lixo?

A 4.500 metros de altitude, nos Andes, encontra-se a caçamba cheia de minério de estanho com outra vindo na direção oposta. Solução: os mineiros levantam uma delas na unha e a tiram da linha, para poder passar a outra. Deve haver uma tecnologia melhor.

Buzina o motorista indignado. O preço do seu desabafo sonoro é o desconforto de dezenas de pessoas ao redor.

O peão do meu amigo Barreto matou todas as suas vacas, pois pensou que a dose era um vidro de remédio, em vez de uma colher.

Explicava-me o chofer de táxi em Cingapura que atrair turistas é fácil, o difícil é fazer com que voltem. Fiquei pensando nos nossos.

Quando pensamos nos países avançados, as imagens que nos vêm à cabeça são as obras monumentais, as viagens à Lua, os prêmios Nobel, os salários altos e por aí afora. Mas deixamos de observar o pequeno, o detalhe, como a gente comum cuida do seu cotidiano.

Temos alguns líderes educados e com visão, nas empresas, no governo e na ciência. Não estudaram em universidades piores nem são menos preparados do que os líderes dos países mais ricos. A diferença não está neles, mas no ato cotidiano do trabalhador, do pequeno funcionário. É aí onde se originam e perpetuam a diferença de produtividade e a qualidade de vida. Um país é atrasado pelo somatório dos pequenos atos malfeitos, matados, improvisados, impensados e de horizonte curto.

Mas, obviamente, não podemos culpar nosso povo pelo que lhe falta em educação e civismo. Os brasileiros vivem no mundo onde os que podem um pouco mais toleram uma péssima educação. Somos nós os culpados. Ao pensar nas maravilhas dos países ricos, devemos entender que a grande diferença não está nos planos grandiosos, na engenharia mirabolante, mas no comportamento cotidiano dos que estão na base da sociedade. Se não criarmos as condições para que esses comportamentos mudem, nada feito. Viveremos dos sonhos do país do futuro.

Que tal contestar antes de aceitar?    

Author: Gambiarra's Man

Lembro da Globo fazendo campanha em prol do desarmamento. Em um mundo ideal eu também faria coro a essa campanha. Mas na nossa realidade, acho muito difícil acreditar que o poder público tem capacidade de cuidar de nossa segurança e retirar das ruas as armas ilegais. Sei que não estou sozinho nessa linha de pensamento porque o plebiscito das armas foi derrubado.

Outra campanha idiota foi aquela de fazer xixi no banho. Assim você economiza água.

Mais uma: Não usar sacola plástica no supermercado. Muito melhor, inclusive porque existem outras alternativas já implementadas, seria não comprar refrigerante em garrafa plástica. Nem amaciante, nem xampús,nem sucos. Existem latas e garrafas de vidro que são todas recicláveis. Muito melhor que plástico.

Mas a sacolinha continua a incomodar os ambientalistas. Tudo bem.

Façamos o seguinte: Troquemos as sacolas plásticas por sacolas de papel. O supermercado continua a embalar seus produtos mas agora em sacos de papel reciclado.

Outra idéia que me dói bastante quando ouço: cota de negros nas universidades. Ou seja, você não precisa ter uma educação melhor. Precisa tomar mais sol para entrar na cota colorida das universidades. Ora, o problema não pode ser encarado por aí. O problema é que os pobres (e não somente os negros) têm uma educação pior que os ricos (maioria ‘branca’). Então, vamos seguir com a idéia de cotas, mas ela vai seguir um rumo diferente. Você quer ser dono de uma escola particular? Ótimo. 30% de suas vagas devem ser reservadas para crianças pobres. Indicados pelo bolsa-família. Desde o ensino fundamental teremos que manter essa cota nas escolas particulares. Assim, todas as crianças terão as mesmas oportunidades. Para esses alunos, o colégio deve fornecer lanche, cadernos, livros e tudo mais que seja necessário ao aprendizado. O governo reduz esse custo nos impostos cobrados das instituições de ensino. Assim, quando o aluno chegar ao vestibular, chegará em igualdade de condições com os alunos de escolas particulares. E não teremos essa lei idiota e racista que beneficia o negro e não o podre.

A última que vi faz pouco tempo foi o horário de verão. Durante nem sei quanto tempo tivemos que assistir os programas de televisão gravados, tivemos que pegar avião fora de hora, tivemos que correr para fazer concursos, tivemos que comemorar a virada do ano em dois tempos. E tudo isso porque? Simplesmente porque o governo achou que seria mais econômico alterar a rotina de metade do país. Economizou-se R$ 30 milhões. Somente com esse último aumento de salário, passando de R$ 540,00 para R$ 545,00, gastamos R$ 1,5 bilhão ou 50 anos de horários-de-verão.

Eu penso que o maior problema do Brasil é que as cabeças que deveriam ser pensantes, sempre nivelam as coisas por baixo. Em vez de melhorar o ensino dos pobres para que esses possam competir em igualdade de condições com os ricos, obriga as instituições a aceitarem pessoas menos qualificadas para cumprir com a cota e manter a mediocridade no ensino. Em vez de fazer os supermercados arcarem com os custos da troca das sacolas plásticas por sacolas de papel, ou obrigar a indústria a trocar suas embalagens plásticas por embalagens de alumínio. Obrigam os consumidores a embalarem suas próprias compras.

Alguém já pensou que os problemas solucionados têm que não pesar nas costas dos menos favorecidos e sim no colo dos que podem arcar com esse custo?

Será que esse povo não aprende?    

Author: Gambiarra's Man

Bom, acabei de receber mais um de muitos emails solicitando que eu tivesse compaixão e não apagasse esse email. Já começou mal. Afinal de contas, apagar meus emails é problema meu e nunca vi ninguém morrer porque eu apaguei um deles. A frase dizia (já no assunto do email): Apenas envie! PELO AMOR DE DEUS NÃO EXCLUA.

Então eu apaguei o email. Pronto, acabei de matar alguém em algum lugar.

No restante do texto o remetente (que nunca é o cara que me enviou – sempre é um idiota que recebe e repassa prá mim com a melhor das intensões, ou a maior das inocências) diz que alguma empresa muito boa vai rastrear o email e descobrir quantas vezes ele foi reenviado e vai pagar uns centavos à criancinha que está à beira da morte por cada repasse.

Estamos com uma situação interessante nas mãos:

1 – Não existe empresa alguma pagando por email repassado. Não para salvar criancinha doente. Para salvar criancinha doente tem-se o governo pagando muito mal aos hospitais e aos profissionais da saúde, e só.

2 – Não existe esse rastreio que conte quantas vezes um email foi repassado.

3 – Boa parte das fotos usadas para mostrar essas criancinhas doentes são coletas diretamente da internet. Ninguém nem sabe quem é.

Agora a explicação:

1 – Se não existe esse rastreio, por que o cara fica passando essas coisas? Para fazer o povo de besta e lotar as caixas de entradas das pessoas? Não. Esses emails são recorrentes. Uma hora o sujeito que soltou esse email vai receber o mesmo de volta. Mas vai receber da mesma forma que eu recebi: Com um monte de  outros endereços de email dos amigos das pessoas que repassaram. O que eu recebi tinha mais 200 contatos. Se eu não estivesse com meu anti-spam ligado no servidor de emails, poderia ter recebido mais de 2000 emails da mesma forma. Então multiplique os 200 contatos pelos 2000 emails e a gente tem um banco de dados interessante de contas de email, você não acha?

2 – E se eu sou emissor de spam para coleta de contatos, você acha que eu teria a capacidade de enviar quantos emails diferentes por dia com histórias comoventes?

Depois que você fizer essas contas, você vai perceber que existe uma indústria somente para esse tipo de idiotisse. Ela funciona. Dá dinheiro. Usa somente da boa fé e inocência das pessoas.

Muitas dessas pessoas nem entendem o que estão fazendo, clicam no botão de reenvio e pronto. Pensam que salvaram uma vida. Que sua boa ação ficará contabilizada nas contas divinas.  Nada disso, essa inocência é premiada com muitas outras mensagens de empresas inescrupulosas que compram essas listas de contatos e ficam enviando propaganda. Sem contar que outras pessoas mais mal intensionadas podem usar esses contatos para disseminar vírus, pegar os seus dados bancários ou de cartões de créditos.

Imagine que apenas 10% das pessoas que estão nos contatos coletados caiam no golpe do email de recadastro bancário e informem inocentemente as senhas e dados das suas contas no Banco do Brasil. 10% de 200 mil, são 20mil contas. Se cada conta puder ser movimentada em R$ 500,00 com saques indevidos e transferências feitas no internetbanking, teremos 10 milhões de reais capturados nessa operação.

É uma verdadeira indústria. Rende mais que sequestro relâmpago e sem problemas de usar armas e correr riscos de levar um tiro pelo meio da rua.

É isso. Enquanto você inocentemente reenvia mensagens de ajuda para criancinhas desconhecidas, um safado enrica tirando dinheiro de pessoas inocentes.

Já dizia um primo meu: Todo dia sai um otário e um malandro para roubar o otário. Você já roubou seu otário hoje? Não? Cuidado para não ser o otário do dia.